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Em resumo o curso foi de excelente aprendizado e superou minhas expectativas. Obrigado!

Eduardo Dalla Nora
Curso de Atitude no Ponto de Venda

Artigos:
Custeio por Atividade: agregando valor no processo decisório
Dalvio José Bertó – consultor de empresas na área de Custos, autor de obras especializadas em Custos.
Custeio por Atividade: agregando valor no processo decisório
1 - A importância dos custos diretos no cálculo de custos
Quando se pretende avaliar um determinado objeto custeável: bem ou serviço, certamente se pensa de imediato em atributos como: precisão e eqüidade - na medição dos diversos componentes físicos e monetários, em qualquer metodologia.
Essa assertiva é facilmente comprovada pelo desapontamento que o gestor ou usuário experimenta, ao se deparar com evidentes erros de coleta e estruturação de cálculos, ou com a incerteza quanto à sua fonte e consistência, ou mediante a insuficiente explicação dos critérios de apropriação adotados.
Usualmente, quanto maior a presença de custos diretos (de materiais diretos, processamento, comercialização, tributários, terceirizados, financeiros) numa empresa, em seus bens ou serviços, maior tende a ser a precisão no cálculo dos mesmos.
Determinados segmentos concentram ao natural alguma vantagem em termos de precisão e montagem de custos, como o comércio, onde rotineiramente os custos diretos da mercadoria, mais os tributos incidentes, custos financeiros da operação, e comissões/fretes são os mais relevantes, podendo facilmente numa consolidação, atingir a cerca de 80 % do faturamento em muitos casos.
Alguns bens industrializados também denotam uma presença relevante de custos diretos em sua composição, podendo-se citar entre esses: vinhos, adubos, fertilizantes.
Aos leitores não habituados com a terminologia técnica, cabe lembrar que os custos diretos compreendem os custos diretamente identificados nos artigos, serviços públicos prestados ou bens comercializados na atividade privada. No outro extremo, constam os custos indiretos, que podem ser conceituados como valores comuns (no sentido de caráter genérico) a diversos bens e serviços, não passíveis de mensuração direta em cada unidade processada e ou vendida. Os exemplos de custos indiretos encontram-se em inúmeras contas, como: energia elétrica, depreciação, manutenção, seguro, entre tantos outros itens.

2 – A interferência do ABC na avaliação dos objetos custeáveis
Um dos termos mais empregados na técnica do ABC (sigla que designa o custeamento por atividades) é justamente“ direcionadores”, associando o termo “ direto“ na sua raiz etimológica, comprovando-se com isso a preocupação predominante de tornar o maior número possível de situações mensuráveis diretamente em cada bem ou serviço – ou numa possível ampliação dos mesmos em : negócios, clientes, canais,segmentos, etc.
Muitos autores de livros e artigos apresentam uma visão confusa sobre a implantação do ABC. Com elevada freqüência argumentam que o ABC tende a corrigir as possíveis falhas do over head (usualmente caracterizado como a relação entre os custos operacionais e administrativos e os custos da mão de obra direta). Em tal manifestação, é oportuno corrigir que: i) há usos até mesmo recomendados para o over head( no caso de avaliar o custo unitário diferenciado em determinados centros), ii) as empresas já adotam rotineiramente a setorização, vale dizer: a técnica de avaliação por centro de custos.
Convivendo com empresários, em consultorias e cursos/seminários, percebe-se que a maioria das instituições já conhecem a sistemática de setorização. Os centros de custos são na verdade os canais por onde se pode rastrear muitos custos, constituindo-se em si, no mínimo, em um estágio preparatório e aproveitável ao que o ABC ainda pode agregar em tais ambientes de avaliação.
Esse artigo tem continuação em mais 4 outros artigos complementares. Cada artigo conterá na sua introdução a sequência correta para que o leitor possa aproveitar e fazer desse conteúdo um diagnóstico do sistema de custos em sua própria instituição.
Bom desafio: ao todo umas 15 páginas, que em média significam até 3 páginas por artigo.
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