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Investimentos e a Logística Integrada Imprimir E-mail

Há muitos anos o Brasil não oferecia um cenário tão favorável aos investimentos. Invariavelmente este assunto nos remete ao governo que tem sérias restrições de orçamento para investimentos em infra-estrutura. Porém, desta vez, salienta-se o investimento do setor privado para organizar e melhorar seus processos através de uma melhor infra-estrutura interna, o que poderia ampliar a capacidade e, principalmente, desenvolver competitividade no médio e longo prazo.

O alerta é que nossa economia nunca esteve tão favorável aos investimentos. A moeda brasileira está valorizado em relação ao dólar americano, a corrente taxa de juros é a mais baixa dos últimos seis anos e segundo a ata do Copom, publicada em junho de 2007, reforça uma clara tendência de queda. Se projeta para dezembro de 2007 uma taxa em torno de 10% a 11%. A inflação acumulada nos primeiros cinco meses foi de 1,79%, semelhante a taxa de 1,75% observada no mesmo período do ano passado. Isso demonstra que a inflação doméstica está sob controle e dentro das previsões do governo . Estes fatores nos levam a identificar uma ótima oportunidade para crescer. O PIB brasileiro é esperado em torno de 5% para este ano, o que para o Brasil é um ótimo crescimento, apesar de ser médio.

Outro virtuoso exemplo é a cadeia de valor automotiva que está vivendo um "BOOM" de negócios sem precedentes, trabalhando na ampliação de capacidade, sendo ainda impulsionada pelo agronegócio, que prevê mais um ótimo ano de safras. Até o Governo Federal, mesmo que de forma ainda tímida, percebeu que somente irá garantir o crescimento futuro de nosso pais através de uma infra-estrutura competitiva para viabilizar nossas exportações. A fronteira agrícola vem sendo interiorizada, aumentando os custos de transporte pela distância dos portos marítimos para exportação. O custo do modal rodoviário é o segundo mais caro perdendo apenas para o aéreo. Precisamos de alternativas ferroviárias e/ou fluviais para colocar nossa produção aos mercados internacionais a um custo logístico competitivo, principalmente quando a atual taxa cambial nos força a enxugarmos todos os custos possíveis. Por isso se criou o Programa de Aceleração do Crescimento.

Sendo assim, agora é a hora dos executivos e empresários prepararem a infra-estrutura de seus negócios para ampliar capacidade e melhorar a eficiência das operações com armazéns mais produtivos, novos equipamentos de movimentação interna, automáticos e mais rápidos. Sem falar em seus sistemas de gestão para organizar todos estes recursos. Este é o momento para a tomada de decisão. No Estado do RS, por exemplo, existe uma carência enorme por armazéns que permitam operações de médio e grande porte que estejam geograficamente bem localizados e próximos as principais rodovias de acesso. A realidade que enfrentamos é bem distinta, prédios antigos que não contemplam operações logísticas enxutas ( Lean Thinking) e que priorizam o menor esforço para movimentação da carga ganhando em agilidade e consequentemente em custo. A logística enxuta (Lean Logistics) é uma filosofia gerencial baseada nas práticas e resultados do Sistema Toyota de Produção (TPS) que busca a melhoria contínua (KAISEN), de forma implacável à redução da MUDA - agregação de valor onde desperdício é visto como algo que o Cliente não percebe como um valor para ele.

O objetivo da logística enxuta é entregar os materiais certos no local correto, no tempo certo nas quantidades pedidas, sem avarias ao menor custo. Para viabilizar toda esta eficiência é fundamental uma infra-estrutura de embalagens, armazéns, veículos, sistemas, metodologia, equipamentos de movimentação e porque não, pessoas treinadas e motivadas. Mas para tanto as empresas precisam investir pesado para viabilizar o retorno futuro e, certamente, uma boa parte do retorno deste investimento é feita pela satisfação do cliente que fica fidelizado.

O valor do investimento nominal normalmente é a parte fácil de dimensionar, porem o custo de não ter investido na hora certa quanto custa? Ou ainda pior, se nossa capacidade produtiva se esgotar ao longo do próximo ano e tivermos que declinar pedidos por não termos uma estrutura para atendê-los? Um indicador importante e que mostra que o Brasil precisa investir na ampliação de sua capacidade produtiva foi publicado pela CNI utilizando os dados do ajuste sazonal da própria CNI. Esta utilização da capacidade instalada em abril atingiu 82,6%, e constitui o novo máximo da série. Que em termos gerais poderia gerar inflação por demanda se atingisse índices próximos a 85%.

As linhas de financiamentos estão cada vez mais fartas e com maior facilidade para tomada do dinheiro para colocação deste recurso para o desenvolvimento da economia brasileira. Na seqüência, ele demandará por mais empregos, e mais qualificados, finalmente podendo atingir uma crescimento econômico sustentável. Isso sim poderá viabilizar nosso posicionamento como um país no nível de competitividade necessários para brigar com Rússia, Índia e China.

 
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